Jackson Cionek
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Interfaces Cérebro-Computador NIRS EEG BCI: Ciência com Evidência, Pertencimento e Senso Crítico Coletivo

Interfaces Cérebro-Computador NIRS EEG BCI: Ciência com Evidência, Pertencimento e Senso Crítico Coletivo

Comentário Brain Latam 2026 sobre o artigo:

Master classes of the tenth international brain–computer interface meeting: showcasing the research of BCI trainees

Antes de “entender”, faz um teste curto de Corpo-Território: encosta os pés no chão, solta a mandíbula, nota a respiração. Só isso já muda a leitura — porque BCI (brain–computer interface) não é só “ideia no cérebro”; é ação situada, corpo tentando completar um movimento e ganhar um canal novo de expressão.

Este artigo não é um “experimento único” com uma hipótese estreita. Ele é um tutorial-panorama: compila 21 master classes do 10º International BCI Meeting (junho de 2023, Bélgica), em que trainees apresentaram suas perguntas e receberam feedback de pesquisadores seniores num formato curto, aberto e conversável.
A pergunta “macro” dos autores é bem pragmática: como mapear o que a nova geração está tentando resolver em BCI (e quais gargalos aparecem quando tentamos transformar sinais biológicos em comunicação, controle, reabilitação e restauração sensorial). O “desenho” que responde isso é o próprio formato das master classes: seleção de trainees (com atenção a diversidade e inclusão), 2 apresentações por sessão, 10–15 min cada, um “master” oferecendo crítica construtiva, e discussão aberta para participantes do encontro.

Agora vem a parte mais BrainLatam: em vez de “ler de fora”, eu te convido a sentir no corpo três micro-experimentos (cada um é uma pergunta com um desenho claro) que aparecem nas master classes — e notar como o teu próprio estado pode oscilar entre Zona 1 (tensão instrumental), Zona 2 (fruição/reorganização) e Zona 3 (rigidez/fechamento) enquanto imagina a tarefa.

1) Decodificar palavra falada: “quais features importam e onde?”

Uma trainee pergunta: dá para decodificar palavras individuais com alta acurácia e descobrir quais frequências/eletrodos carregam mais informação? O desenho: sujeitos lendo 12 palavras, 10 repetições cada, com registro high-density ECoG; extração em alpha/beta/HFB e comparação de estratégias de seleção de features com classificador (SVM, validação). Resultado marcante: HFB tende a ser muito informativa; a seleção recursiva melhora desempenho, com acurácias altas em alguns sujeitos, e um mapa de eletrodos relevantes no sensorimotor ventral.
Agora sente: imagina você falando uma palavra simples (“água”). Repara que, antes da palavra sair, o corpo ajusta micro-tensões na boca, língua, laringe. Isso é Mente Damasiana em ato: interocepção + propriocepção + ação. A BCI tenta capturar esse “ajuste” como sinal — mas o artigo também lembra limites (amostras pequenas, participantes sem lesão).

2) “Inner speech” (fala interna) com EEG/MEG: “por que é tão difícil?”

Outra pergunta: se eu não mexer a boca, dá para decodificar a fala interna de modo confiável com sinais não-invasivos? O desenho: sessões de EEG/MEG com tarefas de fala interna/silenciosa e tentativas de decodificação com diferentes métodos (janelas temporais, LDA, redes, features variadas). O achado é quase pedagógico: muitas tentativas não passam de chance, e quando passam, é pouco e instável — sugerindo que sinais não-invasivos podem não capturar bem dinâmicas sutis da fala interna no nível “palavra”.
Sente no corpo agora: tenta “falar por dentro” sem mover nada. Percebe como o gesto vira quase um fantasma motor? Em Zona 2, isso pode virar curiosidade (“como meu corpo simula sem executar”); em Zona 3, vira frustração (“não funciona, então é impossível”). O valor aqui é o contrário: a master class mostra onde o problema está (resolução, alvos, nível de representação: talvez fonemas, talvez grafia imaginada, etc.).

3) Aqui entra NIRS/fNIRS de um jeito lindo: “gestos de transição” para aumentar ITR

E agora um ponto diretamente NIRS: uma trainee observa que, em BCIs não-invasivas (EEG e fNIRS), a especificidade espacial limita distinguir muitos movimentos simultâneos. Então ela pergunta: e se, em vez de codificar ‘posições’, eu codificar ‘transições’ entre gestos?
O desenho: piloto com NIRx NIRSport, participantes tensionando esquerda/direita em padrões de transição; filtragem low-pass, ICA, e SVM. Resultado: classificar “esquerda vs direita” foi bom, mas classificar “esquerda→direita vs direita→esquerda” foi ainda melhor — e isso pode ampliar o conjunto de comandos e elevar ITR num esquema tipo “BrainBraille” com transições.
Agora sente: faz um micro-movimento (só imagina) — mão esquerda tensiona, depois relaxa, depois direita. Repara que a informação não está só no “estado final”, mas no ritmo da passagem. Isso é muito Corpo-Território: o sentido está no caminho, não só no ponto.

E onde entra “a Gente” (TMJ), Jiwasa e pertencimento?

O artigo inteiro funciona como um bando coordenado: cada trainee ocupa uma “posição” (fala, MI, pediatria, closed-loop, deep learning, reabilitação, sensores, técnicas novas), e mesmo assim o campo anda em sincronismo — um tipo de Jiwasa acadêmico: diferenciação local com coordenação global.
E isso liga naturalmente com DREX Cidadão (no nosso sentido): se BCI é tecnologia de comunicação/controle/reabilitação, ela só vira “liberdade” de verdade quando a sociedade garante condições metabólicas mínimas (tempo, cuidado, acesso) para que a pessoa não fique presa na Zona 1 eterna (sobrevivência) ou na Zona 3 (sequestro por narrativa). O melhor cenário é TMJ: “estamos juntos” sem exigir dogma, sem inventar inimigo — porque o próprio desenho das master classes mostra que ciência avança mais quando há feedback, pertencimento e crítica não-humilhante.




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Jackson Cionek

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